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Mostrando postagens de Novembro, 2010
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tocou-me a alma diáfana
mexeu com meus instintos
fez cócegas na minha imaginação
provocou desejos ardentes
sonhos possíveis
abrigou meus abraços
despertou paixões inusitadas
depois saiu covarde
manso, por entre as frestas
e nunca mais voltou
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Meu coração bate em preto e branco. Cheio de traças e mofos.  Passo o dia rabiscando no espelho, com batom. Confusa, espio a rua através da vidraça. A lua, senhora de si,  olha-me assustada. No interior do quarto, percebo-me  prisioneira de sentimentos antigos. Vidas vividas. Não vividas. Promessas que, ao leve soprar do vento, não se concretizaram. Fico em pedaços. Coberta de hematomas sentimentais. Volto a sentir estranho incômodo na alma. Quero sair de mim e vagar . Rasgar a noite.  Abandonar-me na escuridão. E o culpado ? O coração. Sempre pregando-me peças com contornos dramáticos. Deixando-me em frangalhos. Desbotada. Sinto-me sugada pelo vácuo. Tateio na escuridão das entranhas . Antigas imagens bailam nos meus pensamentos. O coração bate. Implacável. Vingativo. Tem prazer de me lembrar que ainda respira, enquanto eu, me desgoverno. Cheia  de ranhuras na alma. Tento descansar a mente. O destino ? Ainda incerto. Preciso primeiro aprender a  conviver com a  ausência. Para só entã…
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Amedrontada
saio do esconderijo e
estendo-te as mãos
deixo-me ser conduzida
para mundos imaginários
agarrada ao sonho volátil
de um amor inexistente





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Um estranho misterioso
roubou meus pensamentos
enchendo meus dias de
vazio e urgências
caminho sem destino
me desconstruo
atormentada por fantasias
sem nexo
adormeço para esquecer
Sonho com um homem
sem rosto, mares bravios
e tempestades de gelo
perco o foco
acordo nostálgica
e sufocada por uma saudade
de uma vida que não vivi
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acordei
                                                             com desejo                                                                             urgente                                                           de transcender                                                           para encontrar                                                                 você
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Cortei a pele  com a navalha afiada Expulsei o vestígio do teu veneno que habitava  minhas entranhas